quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Há mulheres

Hoje acordei com essa linda canção tocando em algum lugar de minhas memórias. 
Rita Ribeiro é uma grande compositora e também dá voz às mulheres. 
Sua voz é algo que vibra a força da mulher negra brasileira. Eu adoro. 






Há Mulheres
Rita Ribeiro

Há mulheres que se pintam de caulim
na costa do marfim
para o deus louvar
Eu também me pinto para o luar, em mim,
a prata derramar
Oh! Musa da inspiração!
Oh! Musa da inspiração!
Oh! Musa da inspiração!
Caia sobre mim este céu sem fim 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

AIDS, essa democrática. E o Papa anda entre aeroportos em um carro de vidro


Estranhamente os seres-humanos sabem que vão morrer.
E, curiosamente, são os únicos seres viventes capazes de fazer poesia e humor.

Constatação essa que vi hoje pela manhã com os olhos atentos as manifestações pelo dia de Combate Mundial a AIDS em um curta francês sobre o assunto.

Video

Diretor: David Fourier
País: França
Ano: 1997
Duração: 6 min

Dimitri, um astronauta soviético do Soyouz 27, gosta de balizas. Catherine e Laurent gostam de fazer amor. João Paulo II ama aeroportos. Vincent ama rapazes.

Um curta sobre a complexidade por trás das simples relações humanas. Uma obra sobre a vida após o saber da morte.

Porque vão morrer os seres-humanos preferem morrer de rir? Ou porque morrer é uma tragédia da vida mas vale suspirar versos declamantes de beleza? Ou em versos declamar que amar uns aos outros pode, mas com certas restrições?

Existem versos e poesias também na Bíblia.  Seu representante diz que por ela deve se amar uns aos outros. Mas não se pode amar uns aos outros de qualquer jeito.

Usar camisinha ou preservativos para amar livremente e escolher como não se quer morrer, não pode. Embora a Bíblia fale da vida eterna. Deve ser porque a camisinha também previne a gravides. Então se você não pode escolher como morrer pode ainda garantir que a vida continue por outro ser? Mas quem quer amar uns aos outros livremente sem morrer e quer não gerar filhos não pode amar, ou vai morrer cedo?

Mas que vida é essa que escolhemos viver mesmo sabendo que a morte é o final?

Mas entre as mulheres, as tais ‘carregadoras do ventre, o bendito’, segundo os dados do Boletim Epidemológico de 2005 o numero de casos de HIV entre esses ‘ventresBenditos’ aumentou de 1994 a 2004 175% e para eles, ‘o bendito ao fruto’ em 29%.

Curiosamente, o índice aumenta em todas as faixas etárias, menos entre 13 e 24. Isso prova que tem mais senso de humor quando jovens? Ou que as mulheres acima de cinquenta anos entenderam as restrições de amar uns aos outros com certa parcimônia? De fato, parece que elas não fizeram parte de uma geração acostumada em ‘amarUNsAosOutros’ livremente nem sabiam que disso poderia se morrer cedo.

E no final posso dizer que os seres-humanos além de humor, poesia são capazes de fazer preconceito.

Amar uns aos outros é divertido.
É também poético.
A morte faz parte da vida.
Donde se conclui que
Versos quando bem feitos
Revelam
Amor
Liberdade
Inclusão
E saúde!


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

25.NOV.Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres


Eram asas.
Liberdade almejada.
Las Mariposas. Miralbal. Mujeres.
Sobrevoo às atrocidades ao povo da terra madre.
A In-dig-[nação] cerne pulsante da vontade do coração
Libertários corações Mirabal
Símbolo. Memória. Representação das dores causadas aos corpos e almas de todas. Elas.
Mariposa, Minerva, abra suas asas sobre nós
Transgrida mais uma vez e nos dê asas também
Às mulheres e a todxs nós
E que no cerne do pulsante que sobre-voa
Respeito e admiração e afortunados desejos plantandos
Talhem a terra em espirais
Em livres movimentos de diversidade regados pelo respeito.
Às Mariposas, todas nós.
 (Alves, S.)


Eram três. Três mulheres que se sentiam como todas as mulheres de sua terra. Mas de um desejo tão amplo, tal desejo toma a face das mulheres que lutam e almejam a emancipação e a liberdade de ser quem se é.

Sua vontade de liberdade autorizava a todxs à liberdade. E assim como outras mulheres na história foram silenciadas, mas seus gritos continuaram ecoando

Patria, Minerva y María Teresa Mirabal foram três mulheres se Ojo de Agua, localidade pertendencte a uma pequena província da República Dominicana chamada Salcedo. Lutaram por uma política justa em seu país opondo-se contra uma das ditaduras mais violentas da América Latina, a de Rafael Leonidas Trujillo. Perseguidas e presas varias vezes ao dia 25 de novembro de 1960 foram assassinadas. Meses após suas mortes, o ditador foi finalmente, deposto.


Como representatividade da luta pelo fim da violência contra a mulher a data de 25 de novembro tornou-se a lembrança da ação com o Dia Internacional de Não Violência Contra a Mulher.

Esta data foi estabelecida no Primeiro Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe realizado em Bogotá, Colômbia no ano de 1981. 

As irmãs Mirabal são também conhecidas e representadas como “las Mariposas”, por ser este o nome secreto de Minerva em suas atividades políticas clandestinas contra a ditadura de Trujillo

Pela suas lembranças ressoa a necessária quebra do paradigma que subjuga as mulheres em suas diversas formas de violência. Dentre algumas:

- A violência social que, fora do ambiente doméstico, submete as mulheres a constrangimentos, a discriminações, a desigualdades de oportunidades de acesso ao emprego ou que as atira para a prostituição, tornando-as presas dos traficantes da indústria do sexo (um estudo da ONU denuncia que as vítimas de prostituição e tráfico sexual são, na sua maioria esmagadora, desempregadas e sem condições económicas de subsistência, oriundas de países muito pobres ou pobres. A OIT estima que sejam 2,45 milhões de vítimas em todo o mundo).
- A violência no local de trabalho, onde não são praticados salários iguais para trabalho de valor igual; onde o assédio sexual é prática tantas vezes silenciada; onde as demissões de mulheres grávidas são feitos à revelia da legislação em vigor; onde as mulheres permanecem nos últimos degraus do acesso aos cargos de decisão; onde, em algumas profissões, a exigência "de boa aparência" é critério para discriminação indirecta.
- A violência política dos que, tendo o poder, teimam em não legislar em ordem à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, continuando a empurrar as mulheres para a prática do aborto clandestino, com consequências nefastas para a sua saúde sexual e reprodutiva e a sua vida privada.
- A violência racial, que penaliza as imigrantes, em função da cor da pele, da etnia, do grupo de pertença; que marginaliza milhares de mulheres e que, de forma cruel, as relega como "seres inferiores", face aos padrões da cultura dominante e do poder autoritário e intolerante.

Como fonte de pesquisa deixo aqui o ótimo material produzido pelo Centro de Estudos Feministas e Assessoria - CFEMEA  , uma contribuição da Priscilla Caroline Brito na lista do Blogueiras Feministas. O material esclarece sobre as formas de violência contra a mulher, dados estatísticos, historia das ações de mobilização, Boletins da Lei Maria da Penha e análises sobre o assunto.



Esta postagem apoia a ação Feministas em Ativismo Online Pelo Fim da Violência Contra a Mulher II que propõe cinco dias de ativismo online. De 21 a 25 de novembro o objetivo é invadir a internet com posts, dados, artigos, fotos, vídeos e muitos mais sobre o assunto. USAR E ABUSAR nas redes a hashtag #FimDaViolenciaContraMulher. Espalhe essa idéia.  







Acompanhe também a participação do Blogueiras Feministas   na serie de posts a partir do dia 25 de novembro. Serão16 posts sobre o assunto e participando da campanha 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra Mulheres




Para um sobrevoar nas asas de ‘Las Mariposas’,
anos mais tarde após a morte das irmãs Mirabal, Pedro Mir  (poeta nacional dominicano) utilizou este nome em seu poema “Amén de Mariposas”  onde expressa a tragédia que foi o assassinato das três heroínas. Cumpre destacar ainda a novela “No tempo das Borboletas (En el tiempo de las mariposas) escrita pela Dominico-Americana Julia Alvarez baseada na vida das irmãs Mirabal.




Participe de alguma forma desta campanha.
Abraços libertários. 

Sabrina 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Oi, lojas que vendam a tal Tolerância, é onde?

Nesta segunda, como faço quase todas as segundas, fui ler a coluna da jornalista Eliane Brum

E lá estava uma reflexão que estou tentando elaborar a semana toda para escrever. Não pelo motivo que a levou a escrever a coluna desta segunda mas por um sentimento que posso dizer é o mesmo que o dela: algo está acontecendo. No meio de uma diversidade de igrejas há algo sendo cultivado a pão-de-ló.  

No texto A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico Eliane usa o dialogo entre um taxista e sua passageira. Aparentemente uma situação corriqueira em que neste caso o taxista era neo-pentencostal e a passageira, ateia. A conversa entre os dois é usada por Brum para falar de um processo de pasteurização cultural ocorrendo em função da multiplicação de igrejas neopentencostais espalhadas nas cidades com a mais diversas características.

Além de me ajudar a elaborar as longas conversas ‘botanezas’ (vindas de meus botões) o texto me fez lembrar muito de um episódio que me aconteceu. Foi quando eu voltava da casa dos meus pais na Região dos Lagos/RJ de ônibus indo para o Rio de Janeiro. Na época, vinha da cerimonia de casamento da minha irmã que havia casado em uma linha religiosa/espiritual/filosófica oriental (não ouso dar definição, por falta de conhecimento), a Ananda Marga. Por coincidência, ou não, né, vai saber, voltei com uma pessoa do meu lado que estava presente na cerimonia. Ela, claro me reconheceu como irmã da noiva. E a conversa se desenvolveu.

Antes de continuar, quero deixar claro aqui, que meus pais foram muito felizes em nos orientar de forma muito aberta sobre religiões e espiritualidades. Ambos tem fortes interesses por temas ligados a essas questões, mas nunca nos disseram que caminho seguir. Meu pai cultivava literatura anárquica em casa misturado a temas de filosofias orientais, e minha mãe, junto com suas próprias práticas diárias espirituais usava o discurso anárquico ao dizer que não precisávamos de nenhuma religião. Veja que nem vou entrar na questão fé, porque aí são outros tostões.

Bom, então estava eu lá lendo quando ‘a pessoa’ se sentou ao meu lado (poltrona numerada) e imediatamente me reconheceu e, como era sabido, puxou conversa.  Ela, a pessoa, por ser instrutora de yoga conhecia meu marido ( é que ele tem um Instituto de Cultura Hindu ) Bom, por aí então a pessoa começou os travessões:

-       -Foi bonita a cerimônia, né?  
-      -Foi. Foi mesmo.
-       -Você não é da Ananda Marga?
-      - Não, não sou.
-       -Mas por que? Nem com sua irmã se casando na religião, você se anima?
-     -Olha, eu tenho amigas e amigos que são da Ananda Amarga, há algum tempo, mas nunca me interessei, não.
-       -Ah, mas qualquer hora dessas Baba fala no seu ouvido.
-       -Ahã!

Bom nesse momento houve um silencio, pude voltar a ouvir a musica que estava no play.
Pouco tempo depois a pessoa voltou a construir os travessões:

-      - Você vai hoje para São Paulo?
-       -Vou, chego no Rio e pego um voo.
-       -Ah. Seu marido é dono do Naradeva, né?
-       -Isso.
-      - Mas eu vi que ele é da Shuddha Dharma, né?
-  -Isso. Desde muito novo. A mãe dele é desde a adolescência e, assim, parece, ele se interessou.
-       -Ah, por isso que você não é da Ananda Marga.
-       -Não é por isso. Até porque eu também não sou da Shudda Dharma.
-      - Mas como? Você não gosta das linhas orientais?
-      - Acho interessante. Leio a respeito, mas não tenho interesse em ser de nenhuma.
-       -Nenhuma? Nem o Hare Krinshna?
-       -Nenhuma.
-      - Mas assim, você então tem alguma religião?
-      - Não, não tenho.
-     - Ah, mas olhe, não se preocupe. Qualquer hora dessas ou Baba ou Shiva vai te tocar e você vai se abrir.
-      - Ahã!

Bom, fim de todos os travessões até o fim da viagem. A pessoa não falou mais.

E mesmo, tendo muitos amigas e amigos evangélicos, nunca se quer passei por algo assim. Mesmo eles sabendo de minhas investidas curiosas em temas de filosofia orientais e de mitologias diversas.  E como Eliane Brum hoje em sua coluna, me senti assim naquela altura. Algo estava errado. O fanatismo solapa a qualquer um.

Fico pensando que se a multiplicação de algumas linhas, e digo, não todas, espirituais/filosóficas/religiosas orientais e tantas outras tivesse o approach que tem as igrejas neopentecostais com sua capacidade de penetração em diversas camadas, se a problemática não ocorreria da mesma forma. E ouso dizer que há novos movimentos nesse sentido com fortes inspirações orientais que cresce muito por aqui no Brasil. E sim, eles tem tal comportamento com quem ‘ainda não foi tocado’. Tem suporte, tem capacidade de penetração, tem dança, tem palavras que tocam. Então esperemos os próximos capítulos.

Penso que tal mal-estar, tanto relatado por Brum como no meu caso, se deve pela identificação da intolerância fomentada pelo fanatismo. Tal combinação sempre moveu massas. E como diria uma professora amiga, ‘o problema está nas humanidades’. E eu complementaria, que seria uma tendência complicada e quase perversa de excluir tudo aquilo que difere de mim. Ou ainda, uma necessidade sufocante de estar inserida em alguma massa que se move tal como um manada.

E impossível não pensar que isso sempre aconteceu. Mas também tal pensamento vem acompanhado da pergunta: mas nunca para?


Mas onde será que se compra em altas doses a tal ‘tolerância’ ?





domingo, 30 de outubro de 2011

Nesse novembro.


Nada mais turbulento que uma mente de uma mulher cuja idade se aproxima de seus 33 anos. Inventários. Sopros catatônicos. Mesmices alvorecidas pela ansiedade. Tudo. Faltam 10 dias.

Entrei ou saí do tal Saturno?

A resposta vai depender para quem eu pergunto. Umas certas respostas não serão simples.

O fato é que, as tais revoluções aconteceram. Cataclismos sensoriais, choros e risos. Estes vieram juntos. Nem um primeiro, nem depois o outro. Tudo.

Sei não, se aqui, a sandice fez da estação um lugar de parada. Tenho a sincera impressão que sim. 

E veja que nada disso se deve pela idade em si. Mas é bem verdade que de tempos em tempos esta tal esquizofrenia por mudança se instala. Acho bom. Evita a repetição.

Não sei o que acham os que estão em volta. Mas não são pegos sem aviso. A coisa não vem assim, ao léu. Tem um certo crescente. Uma certa cadencia. Mesmo que o movimento sejam fluxos que vão e vem ao epicentro. Não na mesma ordem, nem mesmo na mesma frequência. Mas estão lá. Revelam, a quem está atento, o que vem.

E dura, viu! Dura um tempo que a mim parece que vou morrer. Sério, sem dramas. Apesar de ser talentosa anfitriã desse gênero. A sensação de quase morte faz parte do pacote. Depois que passa é até bom. Mas eu sinto mesmo que vou morrer. E num é que morro? Eu morro. Morri dia desses.

Descabelada. Dentes afiados. Unhas carcomidas. E uma língua bem grande pra fora a espantar quem duvidasse da tal morte. Se não me deixassem morrer eu matava. Ah, usava uns gritos também, quase um dialeto, dando uma ar de possessão para garantir que eu pudesse morrer, afinal.

Da primeira vez que isso me aconteceu, que eu tenha percebido, eu tinha sete anos. Acho que antes raramente se identifica-se como gente, né! Também durou um ano. Algo assim.

Depois tornou a acontecer lá por volta dos 13 anos. Mas aí, quase não me deram a considerada relevância, afinal, adolescentes são reivindicantes de sua identidade. E eu, claro, queria a minha. Virei vegetariana. Já não tomava refrigerantes mesmo. E desenhava umas coisas. Psicodelia pura. Só.
Gente chegada a antroposofia, diz ser os tais sextenios. Tenho minhas duvidas. Outros dizem ser o tal saturno. Mas vou te contar que esse aí me adora.

De fato voltou a ocorrer novamente lá pelos 21 anos. Mas, olhe, esse durou, hein. Foi até os 24. Coisa de loco. Mudou tudo. Mas como foram produtivos esses anos. Faculdade. Jornalismo. Cinema. Banda. Arte por toda parte. Ah, e radicalizei novamente na alimentação. Dessa vez, virei vegan. Ë nada de leite, ovos, nada que viesse de animais. Lembra, já não comia carne?

No final da revolução eu havia decidido me mudar. Sei lá pra onde. Só queria. Fui então para o tal lugar que os amigos cariocas/fluminenses sempre disseram ser minha verdadeira origem: São Paulo. Eu particularmente não sei porque. Nem parente eu tenho aqui.

Mas eu vim.

Duvido que você pense que foram anos pacatos? Você tem razão se pesou que de vez abracei a revolução. Guardei debaixo do travesseiro. Tinha cafuné, não. Era, e é, uma relação de identidade dupla.

E aí, passado oito anos. Guardada debaixo do travesseiro. Aninhada, quentinha, a revolução, deu filhotes.

Pegou o rabo do final do mestrado. Acumulo de acontecimentos. Gente por toda a parte. Igual centrifuga galáctica mexeu tudo. E soltou no tabuleiro.

Meio rodopiando. Morri. E foi demais.

Irritantemente mais autentica que antes, a isso posso atribuir então o fator idade, me percebi querendo coisas novas. Mais uma vez desejava regalos de identidade.

Sempre percebi que no boom de determinados movimentos que gente resolve agrupar, vez ou outra, ou na maioria, tudo acaba por estar tudo igual. E essa pasteurização,  definitivamente, não posso suportar. Se nem leite pasteurizado eu tomo. Que dirá permitir que me identifiquem por algo que virou fast food.

Por isso eu confundo. É melhor. Mas esse efeito é garantindo para quem olha de longe. Pode-se dizer ser até um convite para chegar mais perto. Quem olha de perto eu posso garantir a volúpia de ser ver de perto alguém que se constrói e desconstrói irremediavelmente. E, de verdade, isso não é melhor, nem pior. Só um jeito de viver.

Então eu morri. De novo aos quase 33. Faltam 10 dias. Mas por esses dias não ha mais morte. O tal Saturno já virou amigo. E agora, é tudo novo de novo. E como diz o poeta Nando Reis ‘é bom olhar pra traz e ver a vida que soubemos fazer’.

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