quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

AIDS, essa democrática. E o Papa anda entre aeroportos em um carro de vidro


Estranhamente os seres-humanos sabem que vão morrer.
E, curiosamente, são os únicos seres viventes capazes de fazer poesia e humor.

Constatação essa que vi hoje pela manhã com os olhos atentos as manifestações pelo dia de Combate Mundial a AIDS em um curta francês sobre o assunto.

Video

Diretor: David Fourier
País: França
Ano: 1997
Duração: 6 min

Dimitri, um astronauta soviético do Soyouz 27, gosta de balizas. Catherine e Laurent gostam de fazer amor. João Paulo II ama aeroportos. Vincent ama rapazes.

Um curta sobre a complexidade por trás das simples relações humanas. Uma obra sobre a vida após o saber da morte.

Porque vão morrer os seres-humanos preferem morrer de rir? Ou porque morrer é uma tragédia da vida mas vale suspirar versos declamantes de beleza? Ou em versos declamar que amar uns aos outros pode, mas com certas restrições?

Existem versos e poesias também na Bíblia.  Seu representante diz que por ela deve se amar uns aos outros. Mas não se pode amar uns aos outros de qualquer jeito.

Usar camisinha ou preservativos para amar livremente e escolher como não se quer morrer, não pode. Embora a Bíblia fale da vida eterna. Deve ser porque a camisinha também previne a gravides. Então se você não pode escolher como morrer pode ainda garantir que a vida continue por outro ser? Mas quem quer amar uns aos outros livremente sem morrer e quer não gerar filhos não pode amar, ou vai morrer cedo?

Mas que vida é essa que escolhemos viver mesmo sabendo que a morte é o final?

Mas entre as mulheres, as tais ‘carregadoras do ventre, o bendito’, segundo os dados do Boletim Epidemológico de 2005 o numero de casos de HIV entre esses ‘ventresBenditos’ aumentou de 1994 a 2004 175% e para eles, ‘o bendito ao fruto’ em 29%.

Curiosamente, o índice aumenta em todas as faixas etárias, menos entre 13 e 24. Isso prova que tem mais senso de humor quando jovens? Ou que as mulheres acima de cinquenta anos entenderam as restrições de amar uns aos outros com certa parcimônia? De fato, parece que elas não fizeram parte de uma geração acostumada em ‘amarUNsAosOutros’ livremente nem sabiam que disso poderia se morrer cedo.

E no final posso dizer que os seres-humanos além de humor, poesia são capazes de fazer preconceito.

Amar uns aos outros é divertido.
É também poético.
A morte faz parte da vida.
Donde se conclui que
Versos quando bem feitos
Revelam
Amor
Liberdade
Inclusão
E saúde!


1 comentários:

Marina Ramos disse...

amaor e proteção ainda é um tabú, seja proteção contra abuso, violência, doenças, descuido! amar é cuidar, cuidar da gente tb! Força nesse ativismo!!!!!!

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