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RESENHA

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TEDLOCK, Barbara. A mulher no corpo de xamã: o feminino na religião e na medicina. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2008. ISBN: 978-85-325- 2384-6. 352 p.



Publicado em 2005, o livro da antropóloga Barbara Tedlock, “The Woman in the Shaman’s Body: Reclaiming the Feminine in Religion and Medicine”, tem sua tradução no Brasil no ano de 2008 como “Mulher no corpo de xamã: o feminino na religião e na medicina”. Traz de seu título original a palavra suprimida “reclaiming” no texto em português, cuja tradução se aproxima de “reclamando”, a qual carrega em si o significado de “reivindicando”. Esta, por sua vez, revela a intenção da antropóloga, na obra, de revisar, principalmente, as linhas de Antropologia no que se refere às interpretações das impressões das mulheres deixadas no mundo, na religião e nas formas de cura e autocura ou como na etnomedicina do xamanismo. Pretende-se resenhar os principais pontos do livro, destacando sua importância e contribuição para os estudos da Ciência da Religião por seu caráter multidisciplinar e, principalmente, aos Estudos Feministas de Religião.

A obra de Tedlock, um misto de ensaio, autobiografia e reportagem, traz em suas quatro partes descobertas arqueológicas, relatos, depoimentos, fotos e imagens de mulheres em diversas partes do mundo que usam ou usaram o curandeirismo e o xamanismo como formas de expressão religiosa e política. Para rever essas questões na formação da História das Mulheres, a autora pergunta qual a relevância em relação a uma tradição feminina perdida no xamanismo, e coloca como forma de contribuição a sua própria história, que deriva de uma avó de origem Ojibwe que lhe ensinou parte de processos xamânicos de cura. Segue guiando-se, segundo ela mesma, na habilidade de duas premissas – “um raciocínio dedutivo intelectual e um raciocínio emocional intuitivo” (p.22). Com pitadas de neurociência, busca explicar porque a fisiologia e a biologia química das mulheres as “capacitam de um modo tão particular para exercer o papel das xamãs” (p.22), atuando em seus papéis xamânicos transcendentais como parteiras guerreiras e profetas, bem como a importância da mudança de sexo na habilidade de abraçar os dois caminhos, feminino e masculino, na cura; termina propondo uma revitalização atual do feminismo xamânico no mundo inteiro.

Para ver o texto integralmente acesse o site: http://revistas.pucsp.br/index.php/rever/article/view/6039

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