domingo, 13 de maio de 2012

A história de luta e ativismo por traz do DIA das Mães

Já ouviram falar de Julia Ward Howe?

Ela um dia gritou: Dia das Mães....da PAZ!

:E proclamou que, em levante, elas, as mães de filhos que perdiam nomes e vidas nas guerras, teriam vozes femininas lembrando suas histórias breves.

Ela queria um dia das mães. Mães que tinham em suas vozes ativistas, a PAZ.

Esse dia foi originalmente iniciado após a Guerra Civil americana, como forma de protesto para a carnificina da guerra, por mulheres que perderam seus filhos.

Em 1872, Juulia Ward Howe, autora do "Hino de Batalha da República", propôs um dia anual das Mães para a Paz. Ela e outras mulheres comprometeram-se a suprimir a guerra, e, então Howe escreveu: "Nossos maridos não devem vir até nós fedendo a carnificina ... Nossos filhos não devem ser tirado de nós e desaprender tudo o que tenhamos sido capazes de ensiná-los, por misericórdia, caridade e paciência. Nós, mulheres de um país também não devemos permitir que outros países permitam que nossos filhos sejam treinados para ferir o deles."(1)


Eis aqui o poema proclamado e como voz de convocação, original:

Arise, then, women of this day! Arise all women who have hearts,

whether our baptism be that of water or of fears!
Say firmly: "We will not have great questions decided byirrelevant agencies. Our husbands shall not come to us, reekingwith carnage, for caresses and applause. Our sons shall not betaken from us to unlearn all that we have been able to teachthem of charity, mercy and patience.We women of one country will be too tender of those of anothercountry to allow our sons to be trained to injure theirs. Fromthe bosom of the devastated earth a voice goes up with our own.It says "Disarm, Disarm! The sword of murder is not the balanceof justice."Blood does not wipe our dishonor nor violence indicate possession.As men have often forsaken the plow and the anvil at the summonsof war, let women now leave all that may be left of home for agreat and earnest day of counsel. Let them meet first, as women,to bewail and commemorate the dead.Let them then solemnly take counsel with each other as to themeans whereby the great human family can live in peace, eachbearing after their own time the sacred impress, not of Caesar,but of God.In the name of womanhood and of humanity, I earnestly ask that ageneral congress of women without limit of nationality may beappointed and held at some place deemed most convenient and atthe earliest period consistent with its objects, to promote thealliance of the different nationalities, the amicable settlementof international questions, the great and general interests of peace.
Julia Ward Howe
Boston 1970

Na época, muitas mulheres de classe média no século 19, tinham certeza da missão que poderiam cumprir como mães reais ou potenciais da América para transformar a nação em lugar "mais civilizado". Suas ações moveram o movimento abolicionista para acabar de vez com a escravidão. Lutaram também para melhores condições de trabalho para as mulheres e de proteção para as crianças, serviços públicos de saúde e assistência social aos pobres. Ou seja, feminismo brotando dos corações das mulheres que transformaram sua dor de perda em algo muito maior para uma sociedade em transformação.

Em 1913 o Congresso declarou o segundo domingo de maio como o Mother Days.

Bom, aí, não é difícil de imaginar como chegamos aqui a esse pobre dia das mães.

Acho importante lembrar para que não percamos de vista a história de nossas sensibilidades. Aquelas paixões que movem a humanidade para movimentos de transformação para dias melhores.

Deixo vocês com um vídeo em que representa a palavra viva de Julia Ward Howe.



Bom domingo a todas e todos.


(1) tradução livre do trecho do poema.






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