sexta-feira, 25 de novembro de 2011

25.NOV.Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres


Eram asas.
Liberdade almejada.
Las Mariposas. Miralbal. Mujeres.
Sobrevoo às atrocidades ao povo da terra madre.
A In-dig-[nação] cerne pulsante da vontade do coração
Libertários corações Mirabal
Símbolo. Memória. Representação das dores causadas aos corpos e almas de todas. Elas.
Mariposa, Minerva, abra suas asas sobre nós
Transgrida mais uma vez e nos dê asas também
Às mulheres e a todxs nós
E que no cerne do pulsante que sobre-voa
Respeito e admiração e afortunados desejos plantandos
Talhem a terra em espirais
Em livres movimentos de diversidade regados pelo respeito.
Às Mariposas, todas nós.
 (Alves, S.)


Eram três. Três mulheres que se sentiam como todas as mulheres de sua terra. Mas de um desejo tão amplo, tal desejo toma a face das mulheres que lutam e almejam a emancipação e a liberdade de ser quem se é.

Sua vontade de liberdade autorizava a todxs à liberdade. E assim como outras mulheres na história foram silenciadas, mas seus gritos continuaram ecoando

Patria, Minerva y María Teresa Mirabal foram três mulheres se Ojo de Agua, localidade pertendencte a uma pequena província da República Dominicana chamada Salcedo. Lutaram por uma política justa em seu país opondo-se contra uma das ditaduras mais violentas da América Latina, a de Rafael Leonidas Trujillo. Perseguidas e presas varias vezes ao dia 25 de novembro de 1960 foram assassinadas. Meses após suas mortes, o ditador foi finalmente, deposto.


Como representatividade da luta pelo fim da violência contra a mulher a data de 25 de novembro tornou-se a lembrança da ação com o Dia Internacional de Não Violência Contra a Mulher.

Esta data foi estabelecida no Primeiro Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe realizado em Bogotá, Colômbia no ano de 1981. 

As irmãs Mirabal são também conhecidas e representadas como “las Mariposas”, por ser este o nome secreto de Minerva em suas atividades políticas clandestinas contra a ditadura de Trujillo

Pela suas lembranças ressoa a necessária quebra do paradigma que subjuga as mulheres em suas diversas formas de violência. Dentre algumas:

- A violência social que, fora do ambiente doméstico, submete as mulheres a constrangimentos, a discriminações, a desigualdades de oportunidades de acesso ao emprego ou que as atira para a prostituição, tornando-as presas dos traficantes da indústria do sexo (um estudo da ONU denuncia que as vítimas de prostituição e tráfico sexual são, na sua maioria esmagadora, desempregadas e sem condições económicas de subsistência, oriundas de países muito pobres ou pobres. A OIT estima que sejam 2,45 milhões de vítimas em todo o mundo).
- A violência no local de trabalho, onde não são praticados salários iguais para trabalho de valor igual; onde o assédio sexual é prática tantas vezes silenciada; onde as demissões de mulheres grávidas são feitos à revelia da legislação em vigor; onde as mulheres permanecem nos últimos degraus do acesso aos cargos de decisão; onde, em algumas profissões, a exigência "de boa aparência" é critério para discriminação indirecta.
- A violência política dos que, tendo o poder, teimam em não legislar em ordem à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, continuando a empurrar as mulheres para a prática do aborto clandestino, com consequências nefastas para a sua saúde sexual e reprodutiva e a sua vida privada.
- A violência racial, que penaliza as imigrantes, em função da cor da pele, da etnia, do grupo de pertença; que marginaliza milhares de mulheres e que, de forma cruel, as relega como "seres inferiores", face aos padrões da cultura dominante e do poder autoritário e intolerante.

Como fonte de pesquisa deixo aqui o ótimo material produzido pelo Centro de Estudos Feministas e Assessoria - CFEMEA  , uma contribuição da Priscilla Caroline Brito na lista do Blogueiras Feministas. O material esclarece sobre as formas de violência contra a mulher, dados estatísticos, historia das ações de mobilização, Boletins da Lei Maria da Penha e análises sobre o assunto.



Esta postagem apoia a ação Feministas em Ativismo Online Pelo Fim da Violência Contra a Mulher II que propõe cinco dias de ativismo online. De 21 a 25 de novembro o objetivo é invadir a internet com posts, dados, artigos, fotos, vídeos e muitos mais sobre o assunto. USAR E ABUSAR nas redes a hashtag #FimDaViolenciaContraMulher. Espalhe essa idéia.  







Acompanhe também a participação do Blogueiras Feministas   na serie de posts a partir do dia 25 de novembro. Serão16 posts sobre o assunto e participando da campanha 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra Mulheres




Para um sobrevoar nas asas de ‘Las Mariposas’,
anos mais tarde após a morte das irmãs Mirabal, Pedro Mir  (poeta nacional dominicano) utilizou este nome em seu poema “Amén de Mariposas”  onde expressa a tragédia que foi o assassinato das três heroínas. Cumpre destacar ainda a novela “No tempo das Borboletas (En el tiempo de las mariposas) escrita pela Dominico-Americana Julia Alvarez baseada na vida das irmãs Mirabal.




Participe de alguma forma desta campanha.
Abraços libertários. 

Sabrina 

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